CÂNDIDO AMIGO
Vive em ti um ancestral
Traz na pele a história de muitos ais
És a memória dos que vieram na nau
E das lágrimas que ficaram no cais
Menino brincante de olhar doce-terno
Forjado na fibra da superação
Tem na lida seu momento triunfante
E não há quem acalante o tambor do seu coração
Seu olhar enxerga longe
O horizonte sua meta
E o amor é sua fonte
Brinca menino, brinca
Leva alegria por onde brincar
O sorriso é tua marca, não deixe ninguém apagar.
Esse soneto foi escrito para um amigo. As vezes as palavras são presentes que tocam nosso íntimo, que nos acalantam, que nos lembram quem somos e nossa razão de ser. As vezes as palavras nos causam momentos de epifania, de singularidade sem par. O gesto conta, é verdade, mas a palavra... essa consegue ir até dimensões mais profundas que o gesto.