ERA UMA VEZ... o silêncio.
Denso, profundo e frio.
Amordaçados não podemos nos dar o luxo de falar o que sentimos.
Observamos ruir sonhos, esperanças e histórias.
Resta abraçar uns aos outros e ver sem poder agir.
Ver descer a tumba fria do descaso, um corpo que padeceu sob a tirania da caneta e do império da vontade deles, nunca nossa.
Quem acha que o navio negreiro não veleja mais... preserve sua inocência.
O estalar do chicote é surdo, mas a dor é a mesma.
O capataz não vibra o chicote no sol, prefere a surdina noite, onde muitos dormem e cabeças são servidas em bandejas de prata para alimentar a fogueira da vaidade que crepita na Casa Grande.
"Era uma vez..." tornou-se uma sequencia de textos que fiz no meu perfil no Facebook. Alguns vou transcrever para cá para poder compartilhar desses sentimentos que as vezes nos tomam e nos servem de inspiração.
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